"Não desisti. Recomecei — quantas vezes fosse preciso."
Nasci na zona rural de Manhuaçu, caçula de nove irmãos. Não tive atalhos — tive fé, trabalho e a teimosia de recomeçar quantas vezes fosse preciso. Esta é a minha história, sem filtros.
Conhecer a históriaA vida não me deu atalhos. Me deu fé, trabalho e a coragem de recomeçar.Davi Moreira
Nasci em Manhuaçu e cresci na zona rural de Caputira, o caçula de nove irmãos. Aprendi cedo que a terra ensina paciência — e que a fartura, quando existe, é fruto do suor de todos.
Deixei a casa dos meus pais para morar com minha irmã e meu cunhado. Foi ali que aprendi o que significa trabalhar com afinco, trilhar o caminho certo e não me contentar com o mínimo.
Casei-me e nasceu meu primeiro filho. A necessidade de sustentar uma família me tirou da zona de conforto e me levou a um trabalho que eu jamais imaginaria seguir — e que se tornaria minha vocação.
Com mais um filho a caminho, deixei o campo de vez. Comecei do zero, como auxiliar, disposto a aprender tudo o que fosse preciso para construir algo sólido para minha família.
Subi um degrau de cada vez: de auxiliar a agente, de agente a supervisor. Ajudei a abrir novas unidades em outras cidades, aprendendo, na prática, o que nenhum curso ensina sozinho.
Meu casamento chegou ao fim. Vieram novos relacionamentos, novas dores, novas desilusões. Aprendi, do jeito mais difícil, que o sucesso profissional não garante paz em outras áreas da vida.
Aprofundei-me na área que havia escolhido, tornando-me especialista. Nesse mesmo período de reconstrução, nasceu minha filha — e o amor por ela se tornou um dos meus maiores motivos para seguir.
Encontrei estabilidade pessoal ao lado de Vitória. Na carreira, cheguei à gestão de uma unidade em Manhuaçu — hoje lidero equipes com a mesma humildade de quem começou lá atrás, na roça.
Ninguém se torna forte porque quer. Torna-se forte porque a vida obriga — e eu escolhi continuar.Davi Moreira
Toda armadura pesa. Toda armadura racha. Mas é na rachadura que mora a verdade.
Minha força não precisa ser vista. Ela precisa ser vivida.
Não busquei atalhos. Busquei chão firme para colocar os pés.
Cada cicatriz que carrego é, também, uma prova de que segui em frente.
A dor me ensinou a ouvir melhor, a falar menos e a sentir mais.
Não desisti. Recomecei. Quantas vezes fosse preciso.